terça-feira, 10 de janeiro de 2012


Uma festa pronta para o argentino Messi acabou rendendo bom espaço para o Brasil na cerimônia de gala promovida pela Fifa.
"Em nome da presidente Dilma, eu convido a todos para ir ao Brasil em 2014 na Copa do Mundo. O Brasil será a casa de todos", disse Pelé, um dos que subiram ao palco.
O "Rei", chamado assim por Joseph Blatter, presidente da Fifa, logo no início da festa, fez a entrega dos troféus para os jogadores que integram a seleção ideal da temporada, uma parceria da Fifa com o FIFPro, o sindicato mundial de jogadores.
"É sempre uma honra estar aqui na família do futebol, vendo excelentes jogadores da minha época e das outras gerações", disse Pelé, que premiou o lateral brasileiro Daniel Alves, do Barcelona.
Pelé também agradeceu a Blatter, a quem chamou de "amigo" em seu discurso.
O dirigente suíço, que enfrenta delicado momento na Fifa com acusações de corrupção feita por desafetos, está em rota de colisão com Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa de 2014.
Blatter tem procurado falar mais diretamente com o governo brasileiro sobre os preparativos do Mundial.
Teixeira, que também é alvo de denúncias, não foi à festa na Suíça ontem.
Outro ex-jogador brasileiro que ganhou um bom espaço na cerimônia da Fifa foi Ronaldo, que teve clipe com momentos de sua carreira mostrado em um telão e anunciou Messi como o melhor do mundo em 2011.
"E o vencedor é... Messi", disse Ronaldo, com um sorriso um tanto quanto sarcástico, deixando claro que aquilo era uma barbada. Messi o igualou, com três eleições.
Ronaldo se aproximou de Ricardo Teixeira ao se tornar integrante do conselho de administração do comitê organizador da Copa do Brasil.
Neymar, um dos clientes da empresa de Ronaldo, também subiu ao palco para ganhar prêmio de gol mais bonito e para tirar fotos com todos os ganhadores da noite.
O grande astro da Fifa Bola de Ouro 2011, no entanto, mostrou um certo distanciamento de Pelé. Messi e o "Rei" tiveram ligeiro desentendimento via imprensa.
Messi disse, em entrevista, que não fazia falta para ele não ter visto Pelé jogar. O brasileiro, então, sugeriu que assistisse a "Pelé Eterno".
Messi tentou não prolongar a polêmica e ontem falou pouco com o desafeto histórico do argentino Maradona.
"Ele só me felicitou", declarou Messi, sobre o encontro com Pelé.

Por RODRIGO BUENO - Folha

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