quarta-feira, 16 de maio de 2012


Aldo Rebelo - ministro do Esporte

Palco de lutas históricas desde os seus primórdios, como o afastamento dos franceses e a expulsão dos holandeses que invadiram o Nordeste do Brasil no século XVII, a cidade de Natal mostra, mais uma vez, sua fibra ao tocar em ritmo acelerado, contra o tempo e o pessimismo, as obras da Copa de 2014. O estádio das Dunas certamente estará apto a receber 45 mil torcedores para o jogo de 14 junho entre duas seleções do Grupo D.     

O heroísmo de Clara e Filipe Camarão na luta contra os holandeses, o pioneirismo de Nísia Floresta em defesa dos direitos da mulher, a presença do abolicionismo de vanguarda em suas terras e a contribuição de Câmara Cascudo à cultura nacional dão ao Rio Grande do Norte autoridade para realizar a Copa do Mundo de acordo com a esperança de todos que aguardam a grande festa mundial do futebol. 

Natal, a bela capital potiguar já é um destino turístico celebrado por brasileiros e estrangeiros que aqui podem apreciar suas praias, o Forte dos Reis Magos e a excelência de sua culinária. A Copa ajudará o desenvolvimento de Natal, mas não seria impróprio dizer que foi o desenvolvimento do Rio Grande do Norte que garantiu a Copa no estado. Pude verificar este progresso nas visitas que aqui realizei em companhia da governadora Rosalba Ciarlini e da prefeita Micarla de Sousa. 

A Copa vai deixar em seu rastro benefícios como o aeroporto de São Gonçalo do Amarante e projetos de reforma urbana que vão dotar a cidade de estrutura moderna e apta a servir seus moradores. Dois grandes projetos de mobilidade urbana já estão em ritmo acelerado: a integração do novo estádio ao aeroporto e setor hoteleiro e o prolongamento da via Prudente de Morais. 

Nessas obras, Natal destaca-se como uma espécie de laboratório. Para a construção do estádio foi feita uma parceria público-privada que poderá ser um exemplo para o Brasil. O aeroporto, por sua vez, cujas obras foram aceleradas por causa da Copa, foi o primeiro a ser transferido em concessão para a iniciativa privada. A Copa do Mundo, disputada arduamente por todos os países desenvolvidos, confirma assim sua vocação de deixar uma herança de benefícios no país-sede.  

O estádio das Dunas acolherá a tradição e paixão dos torcedores do ABC, América, Alecrim, Riachuelo e outros times do estado e visitantes, mas será também um espaço para lazer e eventos na cidade, reforçando sua vocação turística para o Brasil e o mundo. Cumpre, portanto, prospectar as oportunidades que um evento desse porte, assistido por mais de três bilhões de telespectadores, proporciona.

Fonte Tribuna do Norte

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